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MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO
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ÍNDICE REMISSIVO- Revista FATO e RAZÃO
Da 1a à 72a Edição

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Tomemos como exemplo o primeiro verbete ABORTO.
Todos os números em negrito correspondem às edições onde o assunto foi abordado, direta ou indiretamente Os demais números separados por hífen referem-se às páginas das edições.
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LETRA DO HINO DE 50 ANOS DO MFC - BRASIL

Brasileiros de braços abertos
Etnias de todos irmãos
Nossa historia nos identifica
Movimento Familiar Cristão

Nossa força maior é Cristo
Que nos diz para amar sempre mais
Sendo sal, sendo luz, sendo apoio
Para o Reino crescer muito mais

Nossa fé é uma luta sagrada
Pra viver o que Maria ensinou
Nas equipes, família e na vida
Seu exemplo sempre nos motivou

REFRÃO

Fiéis unidos, o evangelho a cantar
Orando firmes com ação e fervor
Pra fazer o matrimônio e o lar
Eternas, Santas moradas do amor.

Nós somamos nesse Movimento
Cinqüenta anos de vanguarda a manter
O respeito, a amizade e o caminho
Pra você sempre, sempre crescer

HINO DE 50 ANOS DO MFC BRASIL
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Será que a globalização, essa for¬ça que anda redefinindo o mundo, melhorará ou piorará as coisas?
De um lado, vemos o mundo en¬colher com maior acesso à internet e com o aumento da eficiência e ve¬locidade dos transportes e da inten¬sidade do comércio internacional De outro, nosso tribalismo descon¬fia de culturas diferentes e reage ne-gativamente a valores externos.
Há muito tempo futuristas prevê¬em que o desenvolvimento tecnoló¬gico deixará o mundo cada vez mais homogêneo.
Considere, por exemplo, o livro do físico Milão Kaku "A Física do Futu¬ro", continuação de outros seme¬lhantes que ele escreveu.
Ele entrevistou 300 cientistas pa¬ra criar uma visão utópica de um mundo definido pela ciência. Em 2100, diz, computadores inteligen¬tes trabalharão com humanos, o acesso â internet será por lentes de contato e moveremos objetos com o pensamento; nanonobôs destrui¬rão células de câncer, a propulsão a laser redefinirá as viagens espa¬ciais e colonizaremos Marte.
Não haverá barreiras comerciais, e a mesma cultura e os mesmos ali¬mentos serão divididos por todos. Essa homogeneização da socieda¬de acabará com as guerras.
Essas maravilhas tecnológicas são extrapolações do que já temos.
Se alguém tivesse previsto que em 2010 teríamos laptops capazes de baixar remotamente gigabytes de informação ninguém acreditaria. O difícil ê prever o inesperado.
Recentemente, o cientista político Pankaj Ghemawat, professor de estudos estratégicos
da Universida¬de de Navarra, em Barcelona, Espa¬nha, publicou um livro em que críti¬ca o excesso de otimismo com rela¬ção à globalização.
Segundo ele, valores que tendem a diluir barreiras culturais vão con¬tra a nossa natureza tribal. O autor mostra que a maior parte de nossas relações permanece local: o correio internacional é apenas l°/o do total, telefonemas internacionais são me¬nos de 2% e tráfego internacional na internet representa entre 17% e 18% das informações da rede.
O fundamentalismo ê uma rea¬ção à essa tendência homogeneizante. Quando valores externos ameaçam aqueles em que você e seus antepassados baseiam suas vi¬das, existem duas opções: ou você os absorve a um maior ou menor grau ou você se rebela e se fecha ain¬da mais, reagindo agressivamente à qualquer tipo de "intrusão".
Além de nossas famílias, nossa rede de interação social e cultural é baseada na aliança a certas tribos: Palmeiras ou Corinthians, brasileiro ou argentino, branco ou negro, católico ou muçulmano etc.
A troca de idéias enriquece, mas a sua homogeneização empobrece.
Muitas das extrapolações tecno¬lógicas que Kaku e outros descre¬vem estão chegando. Questões re¬lativas à cultura e mercado são mais sutis. Não há dúvida de que barrei¬ras comerciais continuarão a cair e que a globalização fará com que bens sejam acessíveis a um núme¬ro cada vez maior de pessoas.
O desafio será reinventarmos nos¬sa natureza tribal. Será que pode¬mos (ou queremos) viver sem ban¬deiras? Se não aprendermos a res¬peitar as nossas diferenças, crian¬do uma atmosfera de troca de infor¬mações e culturas, o sonho de um mundo melhor pode se transformar num pesadelo nada utópico.

MARCELO GLEISER ê professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"

Transcrito da Folha de São Paulo

O BOM, O MAU E O FEIO

Marcelo Gleiser*